logo

O Condomínio - Um pouco da história do Condomínio Vila Lamartine



O conjunto habitacional para funcionários da CBMM, denominado Condomínio Vila Lamartine, foi criado em 1979, pelo escritório Rino Levi Associados SC Ltda, Paulo Bruna, Roberto Cerqueira Cesar, Luis Carvalho Franco e o Paisagista Fernando Chacel. Todos estes profissionais são conhecidos mundialmente pelos belíssimos trabalhos realizados, como por exemplo
• Edifício Guarani (1936) - São Paulo;
• Cine Art-Palácio (1936) – Recife;
• Cine Ipiranga (1941) - São Paulo;
• Edifício Residencial Prudência (1944) – São Paulo;
• Teatro Cultura Artística, no bairro da Consolação (1942) – São Paulo;
• Teatro Cultura Artística, no bairro da Consolação (1942) – São Paulo
• Residência de Milton Guper (1951) – São Paulo;
• Hospital Israelita Albert Einstein (1958) – São Paulo;
E além destas famosas obras, o sua equipe foi contratado para projetar Escola Sesi-Senai em Araxá e a casa de Casa de Hóspedes para a CBMM.
Rino Levi dedicou sua vida profissional à busca de uma arquitetura moderna adequada ao Brasil. Seus projetos procuravam integrar à paisagem e buscava uma relação interior-exterior com a mesma intensidade com que se preocupava em construir o espaço urbano.
A maior preocupação de sua equipe foi com relação ao conforto e respeito ambiental, pois em todo momento há uma influência mútua com a preservação do meio natural e seu uso como suporte paisagístico; com a liberação e a pouca interferência no solo; com a incorporação de tipologias tradicionais; e com a reinterpretação de elementos construtivos vernaculares de proteção climática.
Ao tirar partido da acentuada declividade, o escritório se propôs a elaborar um projeto de característica horizontal e onde se acentuassem a topografia do local. E reunindo todas estas tipologias, a uma proposta ética modernista no entorno natural do solo.
Contudo, quando observados a partir do novo paradigma ecológico que se impôs nas últimas quatro décadas, tais projetos se mostram surpreendentemente atuais, uma significativa contribuição brasileira para o futuro dos estabelecimentos humanos no território.
O condomínio é composto de 150 residências e conta com uma área verde 56.664,0 m2, área para estacionamentos 5.823,0 m2, ruas para carros e pedestres 10.638,0 m2 e quadras esportivas 7.552,0 m2.
A importância de viver em uma área verde, com jardins e parques, é de incontáveis benefícios e privilégios, pois além termos uma melhora na qualidade de vida, temos ar puro e saudável, menos doenças respiratórias, bem estar físico e psicológico, pois a presença de árvores, flores e jardins incentivam a preservação, harmonizam e dão um aspecto mais humano ao ambiente.
As vantagens da existência de áreas verdes são inúmeras:
a) Purificação do ar pela redução de microorganismos
b) Criação de microclima mais ameno;
c) Despoluição do ar de partículas solidas e gasosas;
d) Redução da poluição sonora;
e) Redução da intensidade do vento canalizado em avenidas cercadas por prédios;
f) Vegetação como moldura e composição da paisagem.
As “Áreas verdes” podem ser definidas como espaços abertos com cobertura vegetal e uso diferenciado, integrado no tecido urbano, no qual a população tem acesso. Porém esta definição varia conforme os pesquisadores:
a) Aspectos estéticos: combinações de formas e cores da vegetação, arbustos educados por podas drásticas para formar figuras além de canteiros floridos;
b) Aspectos sociais: consideram o uso como trilhas para caminhadas, bancos para descanso, playgrounds, espaços para manifestações artísticas;
c) Aspectos ecológicos: microclima mais ameno e despoluído, aumento do teor de umidade e de oxigênio.
Estas áreas não devem ser encaradas como corpos estranhos de uma cidade, mas devem ser vistas como importantes elementos integrantes e participantes da estrutura e da dinâmica urbana.
Há índice onde é sugerido 12m2/habitante de área verde, para que haja equilíbrio entre a quantidade de oxigênio e gás carbônico. Hoje praticamente todas as cidades brasileiras acusam menos de 5 m2/habitante, mostrando que somos deficientes em áreas verdes, fato que se explica pela falta de conhecimentos da importância das áreas verdes por parte das autoridades e também pelo alto custo de preparação e aquisição de mudas, podas, limpeza, combate às pragas, estragos em tubulações e fiação elétrica.
Sabemos que áreas verdes não precisam ser necessariamente extensas, ao contrário, podem ser pequenas em área, mas numerosas.